O preço baixo pode esconder um alto custo e riscos para o consumidor
A expansão das compras em plataformas internacionais de e-commerce trouxe conveniência e preços aparentemente mais baixos. No entanto, esse modelo também expôs milhões de consumidores brasileiros a riscos que vão além do valor pago no carrinho.
Quando produtos entram no país sem cumprir regras de conformidade, certificação e segurança, o custo real da compra deixa de ser apenas financeiro e passa a envolver frustração, prejuízo, insegurança e ausência de proteção efetiva ao consumidor.
Concorrência justa também é proteger quem compra.
Os problemas são frequentes e reconhecidos pela maioria dos consumidores
83%
dos brasileiros consideram injusto que os produtos fabricados no Brasil paguem mais impostos que produtos fabricados em outros países
Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva revela que a experiência de compra em plataformas internacionais é marcada por recorrentes problemas de qualidade, entrega e atendimento:
Já tiveram problemas com as compras
80%
Perceberam os produtos com baixa qualidade
47%
Produto que quebrou, danificou ou deixou de funcionar
42%
Afirmam que o produto era diferente das fotos
40%
Tiveram dificuldade de atendimento na plataforma
33%
Receberam o produto quebrado ou danificado
32%
61%
dos brasileiros defendem: produtos nacionais deveriam PAGAR MENOS IMPOSTOS do que produtos importados
Fonte: Inst. Locomotiva
Esses dados mostram que o preço baixo frequentemente vem acompanhado de incerteza, risco e ausência de garantias reais.
Produtos sem certificação, sem controle e fora das regras
Uma parcela significativa dos produtos comercializados por plataformas internacionais entra no Brasil sem comprovação de conformidade com normas técnicas, sanitárias, ambientais e de segurança exigidas dos produtos vendidos no mercado nacional.
Isso inclui a entrada de produtos:
sem certificação
sem rastreabilidade (origem de produto desconhecida)
com indícios de falsificação
em desacordo com normas brasileiras
Enquanto empresas brasileiras são fiscalizadas e responsabilizadas, muitos produtos importados via plataformas internacionais de e-commerce escapam desses controles, criando uma assimetria grave e injusta.
Sem a igualdade de condições, o preço baixo deixa de refletir eficiência econômica e passa a refletir ausência de controle.
Falsificação e lacunas regulatórias ampliam os riscos
Além da não conformidade, há indícios recorrentes de falsificação de produtos, violação de propriedade intelectual e subfaturamento no comércio via plataformas digitais internacionais.
A atuação dos órgãos reguladores brasileiros, como Anvisa e Inmetro, enfrenta limitações práticas no ambiente de alto volume e pulverização das remessas internacionais, o que dificulta a fiscalização individualizada de produtos.
O resultado é um mercado onde quem cumpre a lei concorre em desvantagem, enquanto produtos irregulares chegam ao consumidor final.
Evidências que não podem ser ignoradas
Audiências públicas, investigações setoriais e relatos de consumidores têm reunido evidências visuais e documentais que demonstram práticas recorrentes de não conformidade e má conduta no comércio via plataformas digitais internacionais.
As imagens e registros apresentados nesta seção ilustram:
produtos sem certificação;
itens falsificados;
embalagens inadequadas;
informações divergentes entre anúncio e produto entregue.
Esses casos não são exceção: são sintomas de um modelo que opera sem igualdade de regras.
Proteger o consumidor exige regras iguais para todos
Garantir preços justos não pode significar abrir mão da segurança, da qualidade e dos direitos do consumidor brasileiro.
79%
dos brasileiros acreditam que os governantes deveriam trabalhar pela competitividade das empresas brasileiras
Fonte: Inst. Locomotiva
A isonomia regulatória, com exigências equivalentes de conformidade, certificação e fiscalização, é essencial para:
- proteger quem compra;
- fortalecer o mercado formal;
- garantir concorrência justa.
Consumidor protegido é economia forte.
Entidades e empresas que defendem a isonomia tributária e regulatória como base para um desenvolvimento econômico sustentável, competitivo e socialmente responsável.
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